sexta-feira, 8 de abril de 2011

Devaneios Insanos e Confusos Sobre Pensar em Alguém

"Há sempre uma loucura no amor, mas há sempre uma razão na loucura"
(Frederic Nietzsche)

Como é triste não te ter.
A vida pra mim se resumiu em:

1) Tentar esquecê-la
2) Te esperar o tempo que for

Sigo sempre a primeira alternativa
Mais aí vem:

* As decepções
* As noites de insônia
* O frio do inverno
* A solidão
* A carência
* A sua falta

Aí passo para a segunda alternativa e escrevo um poema. E fico nessa alternativa até me sentir melhor, ou perder as esperanças... E quando isso acontece, eu volto pra primeira opção. Mas a primeira opção é “Tentar Esquecê-la”. O que não significa que consegui. Então na verdade, sempre que sigo a primeira opção ainda estou seguindo a segunda, mas sem perceber... E fico nesse círculo vicioso (Que na verdade é só a segunda opção), porque se estou tentando te esquecer é porque de certa forma ainda a espero. Então isso só vai terminar quando eu a esquecer efetivamente, definitivamente e completamente. Ou se você voltar.... (Olha a opção número dois aí. A boa e velha esperança) É... Tá é difícil de te esquecer. E de me entender também.


domingo, 6 de março de 2011

Dois Desabafos Sobre As Pessoas

1° Sobre Ilusionistas

Estou cansado de gente que só quer saber de alguém pra aumentar o seu próprio ego, ouvir elogios e se sentir desejada. Eu quero investir em alguém a longo prazo. Investir mesmo, como em um empreendimento.

Quero investir meu tempo, dinheiro e amor em alguém que procure o mesmo que eu e esteja disposta a investir em mim também. Mas se por acaso não der certo, se por acaso esse investimento não tiver um prazo tão longo assim, tudo bem... Investir no amor é arriscado e em pessoas, mais arriscado ainda. Mas se assim for, sei que ao menos arrisquei e encontrei alguém disposta a arriscar.

Afinal de contas sei que sendo assim, de alguma forma terei tido meus “lucros” durante algum tempo e que assim não terei desperdiçado meu tempo, dinheiro e meu amor com pessoas que não vão me dar nada em troca.

Sabe... Estou cansado mesmo cada vez mais dessa gente, desses falsos interesses cretinos. Estou cansado dessas pequenas “seduçõezinhas” ilusórias, dessa gente que visa apenas te usar para obter elogios alheios de pessoas que assim como eu, ainda se sujeitam ou se sujeitavam a isso, fazendo surgir nelas apenas uma auto-estima mais elevada e fazendo com que se sintam melhor, mais poderosas, sedutoras e desejadas de alguma forma.


2° Sobre a Projeção e as Pequenas Decepções

Engraçado como a gente cria uma certa imagem fantasiosa das pessoas na nossa cabeça e acabamos tendo pequenas decepções secretas por isso... Mas a culpa não é das pessoas e sim nossa por pensar que certas pessoas são como queríamos que elas fossem e não como elas realmente são!

Como pode neh? As pessoas resumirem toda a sua felicidade em torno de alguém. Uma pessoa, como todas as outras. Dois olhos, um nariz, uma boca. Alguém comum, com defeitos, não melhor que ninguém, mas pra nós... Ah... Nós personificamos a felicidade com nome, sobrenome, CPF e RG. Por quê? Ninguém é melhor que ninguém... A perfeição é utópica... Mas vai dizer isso pro coração... Eu me irrito comigo mesmo às vezes. Não sou tão sozinho, tenho pessoas que ainda me estimam e apesar de tudo sou bem feliz, até... E bem longe de você eu também posso continuar sendo (bem mais) feliz...

quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

Foto

Não posso mantê-la mais aqui comigo
Mantê-la guardada não é o bastante
Sinto vontade de admirar-te
A todo o momento a todo o instante

Tua imagem desperta-me desejos
Fitá-la me faz cada vez mais
Pensar em coisas que não quero pensar
Em desejos que quero bloquear...

Não posso me iludir nem me enganar...
Não posso disputar seu coração
Não tenho tamanha pretensão...

De sua foto, tenho que me livrar
De você, tenho que me afastar

quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

Desculpas (II)

Peço te desculpas
Desculpas, desculpas, desculpas...
Mil vezes desculpas...

Desculpas porque fui um tolo
Desculpas por tentar
Chamar-lhe a atenção...
Desculpas pelas interferências...
Desculpas, pelo egoísmo
Pelo orgulho, pela falta de bom senso
Pelo exagero, desculpas pelo excesso
Excesso de consideração

Desculpas por estar aqui, mais uma vez
Te pedindo desculpas...

Confusão (ou Desculpas I)

O pra sempre, sempre acaba (?)

Nunca imeginei que você um dia
Me fizesse sentir assim
Que me fizesse sentir calafrios
Que me fizesse tremer
Ou me fizesse sentir saudades...

Mas enfim,
Muitas vezes acontecem
Coisas que não esperamos

E assim me senti
Senti saudades
Me senti tenso
Me senti desprotegido

Sabia que teria
Que lhe deixar ir um dia
Eu sei o que acontece
O que acontece com a gente
O que acontece com você

Não sou mais tão besta assim
Só não imaginei
Que me sentiria como me senti

Mas foi só desse jeito
Que pude descobrir
Coisas novas de você
Coisas novas com você
E que gostava mesmo de você
Apesar de você
Não gostar de mim
Como poderia [?]
Como deveria [?]
Como eu gostaria [?]
_______________________________

"O amor é finalmente
um embaraço de pernas,
uma união de barrigas,
um breve tremor de artérias.
Uma confusão de bocas,
uma batalha de veias,
um reboliço de ancas,
quem diz outra coisa, é besta."


(Gregório de Matos)

Cuidado Com o Que Desejas

"Cuidado com o que desejas..."
"Cuidado com o que desejas..."
"Cuidado com o que desejas..."

A frase da minha vida
Ressoava de novo em minha mente
E martelava minha cabeça, novamente...

Fiquei ali, sentado,
Parado, abalado...
Com a cabeça voltada para cima,
Olhando o teto
Digerindo o que acontecia...
Com aquela música de fundo...

De novo... De novo... De novo...
Pois é... De novo!

Mas não era isso ou algo parecido
Que eu havia pedido?

Enfim, era um sinal...
Mas também não precisava ser desse jeito
Abalando com tamanha frieza, meu ego...

Pois é... Fui enganado! E de novo...

Happy New Year

E nesse ano novo eu decidi matá-la
E jogar todas as suas coisas fora
Um funeral com flores, mas sem lágrimas
As que poderiam cair, ja foram derramadas

Enterrei junto de você, querida
Objetos, imagens e lembranças...
E no caminho de volta pra casa
Logo após sua partida
Fui colorindo as ruas e as calçadas
De sorrisos, de vida, de alegria...

Chegando em casa abri as janelas
Deixando o sol iluminar...
Senti no meu rosto o calor...
E o vento a soprar...

Me senti leve e tranquilo
Era um novo dia, um novo ano
Uma nova vida acontecendo...

Em que eu não queria saber mais
De nada que ficou pra trás
Em que eu só queria ser feliz
E nada importava mais

sexta-feira, 5 de novembro de 2010

Poema Embriagado

(Escrito em estado de embriaguez)

Um cara legal
Simpatico e tal...
Um cara arrumado
Gente boa, educado...

Cara que qualquer uma queria pra si
Algumas até querem leva-lo dali

Mas ele também sabe escolher
E escolhe a que melhor lhe seduz
Mas ai alguma coisa da errado
E nem sempre o melhor cara
Parece ser o melhor tipo de cara

Ou se for mesmo,
Algumas não decidem pelo melhor
Caráter não faz um homem
Gentileza não desperta interesse

Então eras isso,
Para sair, curtir, beber,
Ir num bar, conversar...
Esse cara tem os melhores assuntos
Mas na hora de ficar
Aquele otário mais atenção lhe chama

Ele não fala nada de mais
Não sabe nem o número do PI
Mas você não ta nem aí
Ao invés dos caras bons
Você prefere aquele ali

Querer

Eu quero amar
Eu quero me libertar!
Quero ser idiota,
Agir como um babaca de novo...

Sim eu quero...
Quero andar sonhando acordado...
Pensar nas besteiras que ouvi

Quero lembrar e sorrir
Aquele sorriso "abobado"
De quem está apaixonado

Quero caminhar sorrindo pela rua
Sem nenhum sentido aparente...
E voar, leve como ar...

Quero sentir o vento no rosto
A luz e o calor do sol
Ver as cores nas flores

Quero ser hipnotizado
Por alguma voz, um olhar
Um perfume qualquer
Que não me deixe acordar

Eu quero que me ame
E que me enlouqueça!
Eu quero suspirar de novo
Te fazer sorrir...

Quero brincar, provocar...
Aos poucos te conquistar
Conversar nas madrugadas
Não ver nem a hora passar
Quero sonhar com você!
Andar de mãos dadas

Quero beijar teu pescoço
Sentir meu corpo levitar
Quero ficar sentido seu perfume
Fechar os olhos, te querer!
Não olhar pra mais ninguém
Quero sentir-me bem
Quero tê-la pra mim
Independente de quem...
Quero ser seu também...
Não amar outra mulher que não você...

quinta-feira, 4 de novembro de 2010

Ilusões Suburbanas

Logo que ficamos sozinhos,
Às vezes nos sentimos tão tristes.
Mas ainda sim tudo é tão charmoso...
As músicas, os poemas...
As tardes de solidão.
É tudo tão recente que por fim
Até a dor de cotovelo se torna charmosa...

Mas logo o tempo passa
E percebemos que a tristeza é passageira...
Logo vem a euforia...
E percebemos que estamos livres, leves e soltos!
É hora de curtir, sair, ir a festas, pegar todo mundo...

Mas depois o tempo passa mais uma vez
Depois que "pegamos" quase todo mundo,
Acabamos nos dando conta
De que ainda estamos sós.
Aí às vezes tentamos voltar,
E às vezes não conseguimos
E então por fim nos damos conta
De que a tristeza não é tão passageira
E que a dor de cotovelo
Nem é tão charmosa assim quanto parecia ser...

Vontades

Hoje senti vontade de fazer algumas coisas
Senti vontade de dizer "Eu te amo"
Mas não para quem eu realmente amei
Senti simplesmente vontade de dizer
Sem importar pra quem...
Só queria que fosse sincero
E não só dizer por dizer...
Porque faz tempo que não digo isso pra ninguém
Com tanta sinceridade
Mas não que fosse pra você em especial

Pra você eu senti vontade de perguntar como vai
De puxar um assunto, dar um olá,
Perguntar como vão as coisas,
A vida, o trabalho (O namoro não)
Não que fosse por algum tipo de interesse,
Não que seja por esperar alguma coisa...
Não espero mais nada de você
Só queria perguntar por perguntar
Pra saber como vai você, como você está...
Falar por falar...

Mas eu não fiz isso
E nem quero fazer...
Pode chamar de orgulho, mas 
Não posso fazer isso...
Não vai valer à pena e...
Você também nunca mais se preocupou em saber de mim 
E nem como estou, nem como vou...

Portanto, se eu me preocupar em saber de você
Guardo pra mim e prefiro a dúvida
É melhor mesmo nem saber...
Pra ser sincero até já sei a resposta
Tenho certeza que você está muito bem assim...
E isso de certa forma já me satisfaz...

Crônica à Francesa














Um dia o amor bateu à sua porta
E ele tratou bem seu convidado
Mas o amor por ser desconfiado
Sentiu-se incomodado

E esse homem de tão afoito
Pela presença do amor
Ao invés de esperá-lo acomodar-se
Escolher um quarto e ficar a vontade
Trancafiou o amor em seu aposento

O amor que não é besta
Com uma pressa gigantesca
Tratou de conseguir fugir
E disse que jamais voltaria ali

E esse homem ensandecido
Se foi à Paris
A procura do amor
Que um dia havia conhecido

Se tornou desajustado
Sua vida era a boemia
Seu dinheiro suado
Ganhava no jogo
E gastava no trago...

E as mulheres de Paris
Conhecia como ninguém
Passava dias em bordéis
E amanhecia por aí...

Já foi um cavaleiro
Dizia-se Lord
Já fez parte do clero
Mas vivia a própria sorte

O coração ainda jazia
À sombra do amor perdido
E para sentir-se vivo
Passava dias entorpecido

Lá só encontrou mais desamores
Medos, injustiças, desilusões...

Poderia voltar pra casa
E esperar o amor bater a sua porta
Poderia continuar na boemia
E ser consagrado vagabundo

Poderia encontrar na dor
Algo pra se enganar...
Ou poderia se jogar
Em um novo amor...

Mas esses olhos claros dela
Esse jeito que parece
Às vezes o ignorar
Às vezes o chamar
Às vezes o enganar
Aquele jeito meigo

Corpo, voz, boca
Encontrando o que procurava
Traduzido em outra pessoa
O vento trazendo alguém novo de volta

Linda como um anjo
Um novo anjo em sua vida
Diferente dos anjos maus que conhecia
Também desajustada
Com seus problemas de jornada
Mas diferente dele

Era a pessoa que poderia
Dar um fim a isso tudo...
Que parece ter o segredo
Para preencher sua vida vazia...

Mais um caminho...
Mais uma ilusão
Um plano sem fim
Mais uma historia pra contar
Ou uma pra eternamente consagrar

Pode enfim querer...
Seguir, tentar...
Mais um caminho a seguir
E mais coisas a deixar pra trás...
Coisas que só o tempo
Saberá dizer se foram certas
Como o caminho que a felicidade se esconde
Ou se ela baterá a sua porta

Mas se isso acontecer
É hora de relaxar
É bom deixá-la se acomodar...
E decidir se quer ficar...

quarta-feira, 3 de novembro de 2010

Labirinto

O amor é como um labirinto...
Seguimos um caminho qualquer
Determinados a encontrar uma saída

Já vemos as luzes, é logo ali!
Com um sorriso nos lábios
Seguimos lívidos pelos corredores
Acreditando que chegaremos
Ao nosso destino final...

Mas ao dobrarmos pelo corredor
Nos deparamos com uma parede!
E o que nos resta fazer?

Escalar? Esbravejar, chutar?
O que nos resta é acreditar!

Dar meia volta e seguir de novo
Por outro caminho...

E nesse labirinto
Encontramos novos caminhos
E outros caminhos diferentes
De onde estávamos querendo ir

Quem sabe entre um caminho e outro
Numa conversa qualquer
Viramos as costas para as paredes
E ali, bem ali...
Do outro lado
Ou do nosso lado

Uma saída?
Numa outra esquina?
Não sei...

Quem sabe não seguimos por esse caminho?

segunda-feira, 20 de setembro de 2010

Impassível


O chão úmido
O céu nublado
O vento gelado
As sombras
As cinzas
O silencio

O gosto
Os sabores
As cores
O cheiro
Os perfumes
Os sons
As luzes

As marcas
Meus souvenirs
Meu Livro
Empoeirado...
O piano
O violino
As flautas...
As fotos...

Os cataventos
As espumas do mar
As folhas...
Os galhos secos
O limo
As pegadas

A visão embaçada
Desorientado
Sem direção
Sem coração
Sem emoção...


domingo, 22 de agosto de 2010

Comecei a escutar legião urbana e do nada me deu vontade de escrever...


Post encontrado em um dos meus CD's de backup. Acredito que tenha sido uns dos primeiros que escrevi já pensando em postá-lo no blog. Não sei porque, mas acabei esquecendo-o por muito tempo. Mas agora, depois de algum tempo, aí está:


Já faz uns dias que cheguei à conclusão sobre algumas palavras como insensatez e apatia, que amargamente fazem parte de nossa vida. Ah... E platonismo também não é uma palavra típica de contos de fada...
Lembranças que vem do nada são outras coisas terríveis e o tempo, que não ajuda em nada, muitas vezes só nos desespera e mata aquela palavra meiga de olhinhos brilhantes, chamada esperança...

Por isso eu digo, não procure eternamente um príncipe ou uma princesa encantada, pois ninguém é perfeito e aquela pessoa que te fazia sorrir e que por uma burrada ou algum motivo besta, algum detalhe ou outro; você a deixou escapar por entre suas mãos e que desde então você vive se enganando, pois não teve a leveza, a sensatez e/ou a coragem de conversar em tempo com ela e de tentar rever que o cavalo branco muitas vezes pode ser trocado por um Converse sujo e que o encantamento pode estar apenas, em um sorriso de amor simples e sincero em sua direção...

**Ok, saibam que eu estou ciente de que fui melodramático demais**

domingo, 18 de julho de 2010

Pelas Ruas...

Da minha vida daria pra se fazer um livro.
Ou no mínimo várias crônicas...
De humor, de drama, de romance...
É inacreditável e engraçado o destino.
Muitas vezes mais irônico que na literatura.

Um simples "Oi"
Já derruba toda a nossa defesa...
Motivo pra se deprimir a noite inteira...
Até quando vou me culpar por erros passados?
A vida ensina, nós que não aprendemos.
Signo maldito!
A vida segue, canceriano...
Não olhe para trás.
Já passou.

É compreensível?
Mesmo depois de muito tempo,
Ver certas pessoas ainda é muito complicado.
Em certos momentos até o silêncio se cala.
Tensão, suor frio, palidez, pupilas dilatadas, palpitações, frio na barriga...
Daí então, na hora você até pensa:
"Ela nem deve ter notado..."

Ah, meus amigos... Parvo engano!
Ela já te conhece muito bem.
E acredite: Ela sempre nota
Infelizmente...

segunda-feira, 14 de junho de 2010

A Metafísica do Amor

Não serei breve. Cheguei agora, cansado, nem jantei ainda... Quero escrever sobre o que há muito tempo venho sentindo vontade de escrever. Quero escrever sobre o amor. Mas não amor sentimento, coisa de poeta, sem graça, tão século 20. Li uma vez que hoje em dia ninguém mais ama. Amar é careta. Por isso eu vou escrever sobre algo mais interno nas nossas vidas. Certas coisas que pensamos e sentimos. Quase um amor. Sentimentos mais platônicos, que negamos em nós mesmos e que o destino teima em nos colocar frente a esses fatos. Algo que eu chamo de “metafísica do amor”.

É tão estranho - gravem essa palavra - que muitas vezes nos decepcionamos com as pessoas sem que elas nos façam nada. Seja aquela pessoa que você investia um tempão e que aparece namorando, seja aquela pessoa que você achava que ia ser tudo pra você e na hora nem lhe deu bola ou não era tudo aquilo que você pensava. É mais ou menos como a propaganda do bombom serenata de amor sobre a projeção. Criamos imagens, mitos, sentimentos por pessoas e coisas que de fato não existem. Não da forma que a gente enxerga que elas existam pelo menos.

Quantas vezes você achou que aquela pessoa era de uma forma e ela era de outra? Quantas vezes você achou que sentiu algo por alguém e no final viu que na verdade estava enganado? Quantas vezes você quis ficar com a pessoa que mais encantadora que você conheceu. Que lhe adora, respeita, mais que todas as outras pessoas, mas por fim ela é tão íntima de você que você não quis se envolver? Quantas vezes você conheceu uma pessoa que parecia lhe amar, mas ao mesmo tempo parecia que não te dava a mínima? Quantas vezes alguém sentiu um carinho especial com você, mas vocês se envolveram e não conseguiram namorar? Quantas vezes você sentiu algo especial por uma pessoa e não conseguiu a amar? Quantas vezes algum fator, como o tempo, idade, distância, família, ex-namorado(a), etc. acabaram interferindo e acabando com sua vida amorosa? Quantas vezes você já se perguntou: Porque a gente é assim? Porque as pessoas são assim? Porque o mundo é assim? Porque quem eu amo não me ama e eu não me apaixono por quem demonstra interesse por mim? E porque quando eu me apaixono por alguém e essa pessoa por mim, sempre acontece algo de errado na minha vida?

Eu não tenho a resposta para essas perguntas, eu só quero dizer que você não está só e que não são as pessoas que nos decepcionam. Somos apenas nós mesmos que fizemos isso. E o mundo é assim mesmo, nada é perfeito. Nós mesmos acabamos nos traindo, nos auto-sabotando. É a vida no século 21. Esqueça o amor. O amor é algo tão démodé. Pense apenas na metafísica do amor. Algo inexplicável que nos faz sempre sentir coisas estranhas pelas pessoas e que geralmente não poderiam dar certo com a gente de forma alguma. Mania triste essa da gente de nos iludirmos e de só gostar do que é difícil e ignorar as formas fáceis de amor...

sábado, 15 de maio de 2010

Cabelos cor de fogo

Foi na praça, bem ali
Em frente ao chafariz, que a vi

A menina dos cabelos vermelhos
Não usava flores no cabelo
Ou nada muito romanesco
Apenas uma mochila e uma camisa xadrez
Mal sabe ela o que me fez

Passou por mim, mal olhou
E do meu lado, na escada sentou

Distante, indiferente pelos pedestres
Nem sei o que pensava
Não sei o que esperava
Pensei em uma aproximação
Adequada à situação

Pessoas tirando fotos
Crianças brincando com os pássaros
O vento frio do outono
Entre olhares disfarçados

Depois de minutos em silêncio
Enfim aconteceu...

Olhou, levantou
E abrindo os braços correu
A menina dos cabelos
Cor de fogo, vermelhos
No meio da multidão, desapareceu

Escrito para quem nunca mereceu

Durante muito tempo procuramos alguém.
E durante essa procura, muitas vezes acabamos tropeçando...
Talvez o amor não seja aquilo que as pessoas sentem quando dizem: “Eu te amo!”
Talvez o amor seja aquele sentimento que se prova por ATOS
Enquanto muita gente tenta provar com PALAVRAS
E às vezes não consegue, pois ele não é verdadeiro

Talvez a pessoa certa não seja aquela
Que diz estar sempre ao seu lado
A pessoa certa é aquela que está com você
Nos momentos mais difíceis
Mesmo que seja apenas em pensamento
A pessoa certa não diz coisas bonitas a todo o momento,
Só pra te agradar
E nem faz promessas...

Ela é simplesmente aquela pessoa que
Mesmo sem falar nada,
Mesmo sem querer provar nada,
Independente do momento ou da situação,
Independente do que ela ou você pensa, sente, fala ou deseja
Ela é aquela pessoa que apesar de tudo,
Quer viver a vida inteira ao seu lado
E só espera o mesmo de você
E NADA mais...